quarta-feira, 18 de junho de 2014

i have loved you for a thousand years

penso em todas as conexões que esse universo, que cuida de todos os seus pássaros, teve que fazer pra gente acabar juntas nesse espaço territorial - e não apenas isso, para que, além de compartilharmos uma nacionalidade, o que já é coincidente o suficiente, compartilhássemos também o mesmo gosto para escrever coisas - ou todos os caminhos que tiveram de ser traçados e terminaram com você lendo muitas fanfics e por alguma razão, gostando por demais da autora delas. o meu coração cético me diz: só temos isso, não há nada antes e depois que nos envolva, a vida é só essa. nós morremos e acabou. meu cérebro emocional, então, rebate apontando que não há como nós só nos conhecermos há um período de tempo possível de contar nos dedos de uma única mão. tem que haver algo além disso, além da intimidade criada e alimentada a distância; além das mensagens e ligações que trocamos; além dos abraços que demos há quase três anos. esse universo é imenso e brilhante, cheio de caminhos que nem meu cérebro nem meu coração compreendem. ele te colocou aqui e me colocou aqui, e num mar de acontecimentos ocasionados por um gerador de improbabilidades infinitas, fez com que chegássemos ao mesmo lugar por caminhos diferentes. não consigo entender como não estou com você, quando simplesmente sinto que estou com você. deve ser o resquício das outras vidas, que meu coração teima em não acreditar, em que nós dividimos uma cama ou um copo de suco de maracujá. como não acreditar num universo que é ao mesmo tempo furioso e preocupado? como posso acreditar, tendo você presente na minha vida, que o universo não se importa? você existe. você existe! além das nossas palavras escritas, você existe com voz e ações, você existe com pele e cheiro; e eu só consigo pensar que vou ter novamente o privilégio de estar fisicamente com você; depois de quase três anos e mais de mil vidas. espero que o universo me deixe ter sua presença até o fim de alguma dessas duas vidas; mas isso é um tanto mórbido de se falar quando você acaba de entrar na idade mais poética de todas, por motivos literários. espero que você goste. que eu possa continuar com você e contando com a alegria da sua presença e todo esse calor no coração que você me dá. te amo, tanto, tanto; há mil vidas tenho tenho te amado e, certamente, amarei por quantas mais vierem e existirem.

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