terça-feira, 17 de junho de 2014

alguma coisa sobre empatia, raposas e cabelos coloridos

a lamentação profunda da noite foi o estado de alegria que tomou conta do meu peito. isso soa até meio que desrespeitoso. eu pensei que tinha que estar triste ou pelo menos melancólica e levemente desanimada para isso de escrever dar certo. talvez as palavras estejam saindo de um jeito errado, não sei. mas o que eu estou pensando nessa noite, além da minha viagem depois de amanhã e das provas que eu vou receber, é que é muito bom se sentir ligada as pessoas. ainda que brevemente. veja bem, pequenas conversas que podem se evaporar e não significar nada a qualquer momento; elas acontecem, mas durante o tempo que elas acontecem, elas significam algo. talvez eu não sirva mesmo pra escrever nesse estado de espírito. eu queria dizer que vocês me fizeram me sentir bem hoje. que existe algo - eu não sei explicar o que é, mas existe algo que me faz achar que eu posso confiar em determinadas pessoas, que eu posso me aproximar delas, que eu não vou ser afastada de um jeito traumático e inesperado. é muito difícil que eu me sinta querida por pessoas que não me conhecem há muito tempo. eu não sei o que dizer. nem como agradecer. as risadas que eu dei hoje e o apoio moral prometido podem não ser nada daqui a um tempo, mas estão incrivelmente relevantes até agora. eu queria conseguir escrever melhor. fiquem com essa gratidão tosca e torta minha, de quem tem muito a dizer, mas que não sabe como; de quem queria conseguir explicar o que está pensando e desejando e só consegue terminar o texto esperando que vocês fiquem bem. e que saibam que eu estou aqui, pra qualquer coisa.

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