sexta-feira, 25 de abril de 2014
Oh! voltai uma vez! eu sofro tanto!
talvez existam outros mundos [meus sapatos afundam na terra molhada enquanto eu penso isso] talvez existam outros mundos, mundos em que eu não esteja chorando, mundos em que eu consigo dormir, mundos em que meu irmão não tenha precisado me segurar para eu não cair no chão de tanta fraqueza nas pernas. talvez existam outros mundos [um vento frio me arrepia a nunca enquanto eu penso isso], mundos com dois sóis e três luas, mundos em que o mar é vermelho e o céu é verde, mundos em que as pessoas tenham animais como pedaços de suas almas. talvez existam outros mundos [meu coração está tão acelerado que escuto a pulsação nos meus ouvidos], mundos em que eu também possa escrever, mundos em que nós não precisemos nos esconder, mundos em que não haja humilhação a toda volta, mundos em que o sofrimento possa ser compensado por pessoas empáticas. talvez existam outros mundos [minhas pernas enfraquecem de novo, e eu quebro, quebro, quebro, meu interior está estilhaçado e me corto no meu próprio vidro, estou sangrando, minha ferida nunca vai cicatrizar, o ar me falta, sinto as mãos de meu irmão me segurarem, meus olhos não enxergam e está tudo embaçado e lento, tudo está indo, indo, eu gostaria de poder ir também, sumir no mar, ir para em qualquer outro lugar distante, tão distante quanto minhas sensações parecem agora, estou dormente e sinto que nunca mais vou acordar, estou caindo, caindo, e da minha boca só sai o seu nome, por mais que eu queira me controlar, é só nisso que eu consigo me concentrar], mundos em que você está vivo e bem, meu amor.
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